Mãe, posso ser burro?

Ontem, já acordei mal. Tinha deitado tarde na noite anterior, depois de encher a cara de pizza e refrigerante. Não planejava acordar cedo, mas às sete já estava perdendo a cabeça com o barulho da reforma que o vizinho começou.

Isso foi na quinta. Na quarta, eu tinha tentado fazer um pequeno gesto para o meu namorado, mas não deu muito certo, e fiquei para baixo. Então eu segui esta combinação perfeita:

  • me cobrar demais, mesmo com meu parceiro dizendo que não precisava;
  • afogar os sentimentos com gordura e açúcar;
  • dormir pouco;
  • acordar com ruídos irritantes.

Nada disso é um grande problema. Mas a última coisa de que preciso é empilhar pequenas coisas ruins sobre a ansiedade que já carrego. Muitas vezes não são os maiores dilemas que desencadeiam uma surtada básica, mas o tempero das besteirinhas. Elas viram a gota d’água que faz meu furacão mental transbordar. Foi o caso ontem à tarde, quando tentei meditar e só consegui chorar sem saber direito o motivo. Era o meu cérebro dizendo “Já tem ruído demais aqui, não vem com essa de marteladas matinais!” Claro, porque ele sabe que não vou parar com a Coca-cola tão cedo.

Acho que ainda não disse para vocês, mas eu não passo um dia sem pensar em paradas existenciais profundas. Loucura pouca é bobagem, então saca só o que me pergunto 24/7.

  • Se Deus existe, qual é a natureza dele?
  • Se não existe, como explico para mim mesmo todas as experiências que tive com… “ele”?
  • Será que os relatos típicos de sobreviventes de EQM* não passaram de alucinações?
  • Se existe um plano de existência após a morte, ele se manifesta de diferentes formas para pessoas de diferentes fés?

Acredite, a lista é bem maior que isso, e os próximos itens não são mais leves.

A primeira mensagem que ouvi ontem de manhã foi de um amigo nos EUA, dizendo que está num processo parecido com o meu, buscando expandir seus horizontes. E acrescentou: “Eu sempre vou viver desse jeito; quando tiver quarenta, cinquenta, sessenta anos, e até morrer”.

Acho lindo da parte dele, mas fiquei apavorado logo antes de sair da cama. Eu me dei conta de que também vou viver assim pelo resto da vida porque — merda — eu sempre fui desse jeito. Não cheguei ao conhecimento que tenho agora do nada ou depois de uma rebeldia sem causa. Não, damas e cavalheiros. Eu faço perguntas e duvido das respostas desde criança.

O que eu respondi para esse cara foi o seguinte:

Eu estava agora mesmo ouvindo uma música que diz “quanto mais eu descubro, menos sinto que sei”. Às vezes, me pergunto se algum dia vou estar em paz com o fato de que tudo é grande demais para a nossa compreensão. Eu venho buscando conhecimento a vida toda e, sinceramente, tem dias em que acho isso exaustivo.

Curiosamente, noite passada, minha última conversa na internet foi com uma amiga que lembrou as palavras atribuídas a Jesus. “A verdade vai libertar vocês.” E, cara, eu tenho muito a dizer sobre isso tudo. Mas vou encerrar falando sobre galinhas.

Você pode achar que essas aves são patéticas, ciscando o dia inteiro num cercado, incapazes de voar e sem saber o que vai do outro lado. Mas elas têm muita sorte, porque estão sempre acompanhadas, alimentadas, e galinhando.

Quanto mais converso com meus amigos em desconstrução, mais concordamos com a famosa frase “A ignorância é uma benção”. Porque o conhecimento realmente nos liberta. Não trocaríamos por nada, não voltaríamos atrás. Mas você já viu uma águia voando em bando?

* EQM: experiência de quase-morte. Após uma EQM, muitas pessoas relatam visões mirabolantes e passam por transformações comportamentais.

Perdendo amigos

Quando você começa a questionar e reformular suas crenças, é normal se distanciar das pessoas. Existem várias razões para isso.

  • A gente cansa de se explicar.
  • A gente não quer converter ninguém à nossa jornada.
  • A gente precisa de tempo para processar as coisas do nosso jeito.

Eu mesmo me afastei de todo mundo quando deixei a religião. Sabia que estava a anos-luz da realidade das pessoas ao meu redor, e que elas não me entenderiam nem se tentassem. Afinal, eu fui como elas — também não compreendia nem aceitava gente em desconstrução.

Outro motivo para o meu distanciamento foi sentir que não tinha muitos amigos verdadeiros. Meu companheirismo não era retribuído.

Matt LeBlanc como Joey em Friends, Warner

“Mas você pelo menos tentou dialogar?” As primeiras pessoas para quem me abri não reagiram bem, para dizer o mínimo, e eu não me submeteria àquela dor de novo. Preferia estar sem amigos a me desdobrar emocionalmente por pessoas que não me aceitariam incondicionalmente.

Por um bom tempo, fomos só meu namorado e eu. Foi difícil, todo o sentimento de desamparo e solidão. Mas também foi importante. Deu para ver quantos daqueles “irmãos” se importariam com nossa distância o suficiente para nos procurar. Um número bem próximo de zero. É bom ter os olhos abertos, viu?

Ao me afastar do meu antigo sistema de crença, restaram as pessoas na internet que já passaram pelo mesmo que eu. Descobri que a maioria delas também tinha enfrentado perda de amizades, distanciamento familiar, e solidão. Eu não estava sozinho na minha experiência. Essa bagunça toda era normal.

Meses adentro em minha nova jornada, me reconectei a uma amiga. Uma desconstruída que considero mais espiritualmente evoluída que eu. Ela me disse essas coisas:

É muito melhor que a vida esteja um pouco menos açucarada, mas verdadeira. Eu lido bem com saber a verdade, por mais difícil que ela seja de engolir. Acho que pessoas ignorantes são muito mais felizes. Mas prefiro ser lúcida um milhão de vezes. Eu ressignifico meu conceito de felicidade, movendo-a para outra plataforma. Prefiro a queda do romance à queda da coerência. Ainda que eu estivesse sozinha como foi por um bom tempo, esse caminho seria a minha escolha e a minha alegria.

Ilustração por a-midnight-nation no Tumblr, da fala de Dr. Manhattan em Watchmen.

Quero que você entenda que as primeiras dores de se desconstruir não são definitivas. Eu sei que parece que vai durar para sempre. Mas teve uma coisa muito importante que aprendi com meu anjo-da-guarda, Phil Drysdale. Uma demolição não é o fim. Quem deixa de acreditar numa coisa passa imediatamente a acreditar em outra. Desconstruir é reconstruir.

Se você se sente desorientado agora, isso pode parecer mais assustador do que animador. “Mais trabalho pela frente? Eu não quero recomeçar!” E tudo bem. Você não precisa pensar nisso nem se esforçar nesse sentido. Estou apenas dando uma boa notícia: depois de um processo só seu e no seu tempo, você vai ver que essas ruínas não serão tudo o que pode existir daqui para a frente.

Pode chorar agora, pode ficar sozinho, e pode ficar com raiva, que eu sei que dói demais. Mas saiba que vai melhorar. E logo você vai descobrir que não está sozinho. Continue corajoso.

Ai, meu deus, passei dos 30

Só quem me conhece bem sabe que odeio fazer aniversário. Especialmente agora. Trinta e quatro anos? Faça-me o favor. Todo mundo, inclusive eu, não me dá mais de vinte e seis. Vinte e oito é raro.

Antes, não era a idade que pegava. Junho se aproximava, e eu entrava no mesmo redemoinho emocional todo ano sem querer. Uma mistura de depressão, ansiedade, autoavaliação, e autopiedade. Brochante.

Mês passado, na semana do meu aniversário, eu estava tentando me acalmar, dizendo para mim mesmo que não precisava corresponder às expectativas que nossa cultura cria para a gente. Aos vinte, formado / aos vinte e cinco, pós-graduado / aos trinta, microempreendedor bem-sucedido. Consegui frear meu cérebro antes de acabar agachado no canto do chuveiro cantando All by Myself. Internamente, eu falei mais ou menos isso:

Mitch, quantas pessoas de trinta e quatro anos você conhece que se encaixam ao padrão na sua cabeça? Não essas do Instagram, que são as exceções, Mitch. Gente real. Quantas?

E a resposta foi “zero” — zero, em inglês. Veio acompanhada da ressurreição de uma memória esquecida, repentinamente super clara: eu conversando com minha mãe quando tinha 24 anos.

O Jon Foreman, com a minha idade, já tinha gravado mais de três discos com o Switchfoot. E o Adam Young? Um mês mais novo que eu, e já é um gênio musical. Eu estou atrasado. Nunca fiz nada na vida!

Sim, príncipe. Porque todo mundo deixou sua marca na história antes de completar vinte e cinco luas, menos você.

Adam Young, o rei de Owl City

Quando converso com amigos acima dos trinta, me contam que estão na mesma. É difícil não se comparar com outras pessoas da nossa idade que parecem ter tudo em dia. Mas eu me dei conta de que faço essa palhaçada já tem mais de dez anos, pensa bem.

Quando a ficha caiu, parei de secar a cabeça com a toalha e fiquei ali, molhado e parado no banheiro, deixando a realidade me acordar. Essa autocobrança não tem a ver com minha idade. É uma mania, um lance que eu aprendi. Sabe o nome disso?

Delírio s. m.

Convicção errônea mantida por uma pessoa, baseada em falsas conclusões tiradas de dados da realidade exterior, e que não se altera mesmo diante de provas ou raciocínios em contrário.

Obrigado, Google. Meu furacão emocional não passa de uma alucinação. Não precisa me arrastar desse jeito:

Twister, 1996 – Warner

Voltei a secar o corpo pensando em quanta coisa boa já fiz. Quanta sorte eu tive no passado e tenho hoje. Parei de olhar para os meus defeitos por alguns segundos, e listei umas três qualidades importantes para mim. Respirei fundo e agradeci pelo que eu sou. Nesta idade, isso vale bem mais para mim do que realizações. Independentemente do que deixei de fazer e aonde não cheguei, eu estou feliz por ser foda quem eu sou.

Aceitando o momento presente

Eu sempre bloguei a partir da minha vivência. Mas foi recentemente que decidi contar minhas experiências para vocês. Talvez tenha a ver com eu ter descoberto que pesquisas científicas apoiam o que sempre preguei sobre a vulnerabilidade. #ThanksBrenéBrown

Conforme eu estudo a forma como nos desenvolvemos enquanto indivíduos e sociedade, vou me tornando cada vez mais consciente dos pontos fortes e fracos de onde me encontro na minha jornada. E também passo a enxergar com maior clareza o momento em que estão vocês, que me acompanham. Desse jeito, eu me sinto motivado a compartilhar o que está acontecendo na minha vida por identificação com a galera que me acompanha. Alguns de vocês estão passando pela mesma fase que eu e se sentirão validados em sua maneira de interpretar o que estão vivendo. Outros de vocês estão se encaminhando para trilhas que eu já tive a chance de percorrer, e podem encontrar algumas respostas ou uns palpites úteis, pelo menos.

Primeiro, uns pontos negativos com os quais tenho lidado. No estágio onde me encontro, costumo ter pouca paciência para quem está confortável e confiante num estágio que eu já excedi. Detesto admitir isso, porque tenho, de berço, o sonho inatingível de ser gentil com todo mundo sempre. Mas já sei que não consigo. Vou explicar, e vocês vão sentir que tem tudo a ver.

O estágio natural anterior ao deste que vos fala é um que não lida bem com dúvidas. Ele precisa de estrutura e segurança. Ele defende com unhas e dentes o seu próprio grupo e, nisso, se torna um pouco cego aos grupos diferentes do seu. Eu entendo bem esse pessoal porque eu era desse jeitinho anos atrás. Mas, infelizmente, a atitude natural do estágio seguinte da vida não é pensar “eu já fui assim” e se tornar automaticamente empático. Não. O comportamento normal do grupo onde me encaixo hoje é demonizar suas próprias crenças anteriores. É quase impossível não agir desse jeito, mesmo sem querer. Alguns de nós somos apenas cretinos, mesmo, mas não todos.

O grupo de onde eu saí se sente superior ao grupo onde me encontro. E vice-versa. Nesse quesito, nenhum dos dois é muito melhor que o outro. Mas há uma diferença importante entre esses dois grupos. O primeiro não pode entender o segundo. Mas este consegue entender ambos. Só concordar é que não rola.

Mas vamos falar de coisas positivas também. No estágio em que me encontro (com alguns de vocês, talvez a maioria), há um aspecto muito positivo que já ficou implícito aqui. Deixamos de nos desesperar ao menor sinal de imperfeição em nós mesmos. Estamos numa fase de aprender a respeitar e valorizar nossa individualidade num nível que era impossível para a gente pouco tempo atrás, e então começamos a lidar com nossas fraquezas com maior paciência e graça.

No estágio onde eu me achava antes, qualquer falha era O DIABO. Era O FIM. No estágio onde me encontro, minhas falhas não são encaradas com tanto narcisismo. Não são coisas estranhas a nenhum ser humano. São resultado do estado dos meus hormônios, das minhas crenças ruins e dos meus traumas ainda em superação. De vez em quando, são apenas uma reação aceitável à idiotice alheia, mesmo. Pelo menos, na nossa cabeça, é assim agora. E a gente aprende a dizer que tudo bem aceitar o presente momento como ele é, com seus altos e baixos. C’est la vie.

Uma carta atribuída ao apóstolo Paulo aconselha cada um caminhar segundo a medida de fé que possui. Não importa em qual estágio você se encontre: a gente só consegue trabalhar com o que tem em mãos. Seu melhor é o melhor que você consegue fazer agora. Tome inspiração em Espaço Final, quando Gary e seu pai têm um diálogo mais ou menos assim (*alerta de spoiler*):

— Faça o seu melhor.

— Mas e se o meu melhor não for bom o suficiente?

— É bom o suficiente para mim.

Talvez você não conheça Espaço Final. Talvez tenha visto só o episódio piloto e queira me quebrar o coração ao dizer que não curtiu. Mas podemos imaginar que o discurso sobre o nosso desempenho na vida, seja por parte de Deus ou do universo, conforme você preferir, deve ser tão bom quanto o do pai do Gary.

Coisas simples que aprendi no ano passado

Eu não sei como você pode fazer seu primeiro milhão e não tenho a fórmula da felicidade. Para mim, 2019 foi um ano para resistir às manias de grandeza e aceitar a beleza de uma vida simples.

Quero compartilhar um pouco do que aprendi e que qualquer um pode fazer para ter um 2020 mais feliz. Ações simples ou não, que tiveram um grande valor para mim no ano passado, e que vou levar comigo adiante.

Meditação

Meditar funciona. Não é só para pessoas zen, não é complicado nem frescura. Existe muito estudo científico por trás da meditação comprovando sua eficácia em reduzir níveis de ansiedade. Meditar faz parte da minha vida desde a adolescência de uma maneira ou outra. Mas, em 2019, explorei técnicas reconhecidas de meditação pela primeira vez, e isso me ajudou a estar mais presente no momento e em paz comigo mesmo. Super recomendo o Calm, premiado pela Apple como aplicativo do ano em 2017 e como melhor de 2018. Para os mais preocupados com a questão religiosa que costuma cercar a temática, o Calm é secular — não afirma nenhuma religião. E, para os mais audaciosos, a série documental Explicando a Mente, da Netflix, pode ser bem interessante também.

Quebre a rotina

A monotonia atrapalha nossa saúde. A química do nosso cérebro é estimulada quando fazemos coisas diferentes do que estamos acostumados a fazer, produzindo sensações de bem-estar e felicidade. Durante o ano, passei por vários momentos em que não sabia porque estava tão para baixo. Mas bastava ter um sábado cheio de atividades com quem eu amo, e eu me sentia magicamente melhor. O Tiago Iorc está certo: “Era o Sol que me faltava“. E não precisa estar cheio da grana. Dois dos momentos mais especiais do meu ano foram um passeio no zoológico, cuja entrada custava quatro contos, e uma noite num observatório, de graça.

Estou braminto

Esta é a dica mais simples que vou dar. Todo mundo sabe que ficar muito tempo sem comer deixa a gente de mau humor. Os ingleses até uniram as palavras faminto (hungry) e bravo (angry) criando uma gíria que todo falante de inglês entende de cara: hangry. Quando ela nasceu na The London Magazine, foi dito que fome e raiva são praticamente a mesma coisa. Estou falando disso porque me peguei discutindo por coisa pouca várias vezes ao ano, sem entender o motivo de tanta raiva. Geralmente, eram umas dez e meia da noite e minha última refeição tinha sido lá pelas seis da tarde. Olha como uma coisa pequena pode fazer grande diferença em nossa rotina. Quando me dei conta de que estava ignorando essa dinâmica tão conhecida, passei a encerrar muitas discussões antes de ficarem feias simplesmente dizendo: “Desculpa. Eu tô braminto (bravo + faminto). Deixa eu comer, que meu humor vai melhorar, e aí a gente conversa”. Simples e eficaz.

A raiva da dor

Existe raiva que a gente resolve com um sanduíche. Mas tem raiva que leva tempo e paciência. A dor pode deixar a gente com uma raiva profunda e difícil de superar. Muita gente, até bem-intencionada, vai tentar invalidar essa raiva. Vão dizer que querem ajudar, sem perceber que o que querem mesmo é que você pare de protestar. Que pare de falar coisas que elas acham que não estão sendo ditas do “jeito certo”. Isto é, do jeito que não as ofende. Nem sempre nos sentimos tão saudáveis e em paz para poder tratar os outros com generosidade o tempo todo. A gente vai tentando, mas precisa aceitar que se revoltar é humano. Estar com raiva do mundo já é difícil o bastante, então não deixe ninguém empilhar sobre isso a culpa pelo que você sente. Fazer você sentir vergonha de ser normal. Qualquer pessoa que realmente entenda sua dor nunca vai fazer você se sentir mal por expressá-la, não importa como você faça isso. Você tem permissão para respeitar o seu tempo para se recuperar, perdoar, e superar a raiva. Enquanto isso, você vai ofender alguém até sem querer, e tudo bem. As pessoas saram e crescem. Algumas, justamente por causa da ofensa. Como disse John Green no famoso A culpa é das Estrelas, “A dor precisa ser sentida“. E eu complemento: ela precisa ser expressada também.

Nem idealista nem pessimista

Tive a sessão de terapia mais estranha da minha vida, no ano passado. Foi quase péssima, mas me ajudou muito. Eu disse ao terapeuta que me recusava a ser idealista como no passado para não me ferir de novo, e ele disse que eu também não precisava ser pessimista para me proteger dos riscos do futuro. De uns tempos para cá, fazer listas de resoluções tem se tornado cada vez mais impopular, mas ouvi coisas diferentes este ano. Várias pessoas dizendo que a Virada é só mais um dia, e que nada vai mudar só porque o planeta completou uma volta em torno do Sol. Bem, não por isso, mas porque as pessoas querem mudar. Tudo bem se você não quiser alimentar as fantasias de que 2020 é o ano em que você ganha na loteria ou descobre uma antiga herança trilionária. Mas se você tem esperanças de continuar crescendo, aprendendo novas maneiras de ser feliz, tomando atitudes que tornem seu presente, ainda que não ideal, passo a passo mais próximo disso, tudo bem também. Não é porque chegou 2020. É porque você é corajoso. Então continue assim.